O tal do armário cápsula

Resolvi começar 2016 de forma diferente e encarar que neste ano me tornarei uma balzaquiana. Os anos passam e as prioridades mudam, os gostos mudam e principalmente o ponto de vista sobre as coisas muda. Pois bem, resolvi rever meu guarda-roupa e tudo que diz respeito ao consumismo: maquiagens, sapatos e aquisições em geral.

Estou naquela fase em que muitas referências da adolescência e inicio da vida adulta já não fazem mais sentido e isso estava claramente estampado nas peças do armário. Já havia lido sobre o tal armário cápsula há alguns meses atrás, mas na época não dei muita importância. E então, em dezembro, vários videos de detox de roupas começaram a pipocar nas sugestões do Youtube. E num deles, a pessoa citava o conceito do armário cápsula e me veio uma vontade de querer saber mais e aplicar alguns conceitos.

Mas, o que é armário cápsula? O termo “armário-cápsula” surgiu na década de 1970 com a estilista Susie Faux, pensando em um armário com poucos itens, alguns essenciais que nunca saem de moda e outros atuais. Basicamente, ter poucas roupas, mas que sejam muito legais e que deem liga entre si. (Fonte: BuzzFeed)

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Minha idéia não é aplicar 100% do conceito, pois acho que não é possivel determinar um numero de peças para todas as pessoas. Sem falar no tempo disponível para fazer a troca de peça de acordo com as estações ou periodicamente. Sim, tem gente que troca peças do armário cápsula todo mês!

Me interessei pela idéia do consumo consciente, mais necessário do que nunca nesses tempos de crise. E pela mágica de pode focar suas energias no que realmente importa e não em perder tempo vasculhando uma pilha de roupas que te dão a impressão de nunca ter nada para vestir. Sem falar na jornada de auto conhecimento que a experiência propõe já que as peças são limitadas, você irá querer manter apenas o que ficar muito bem no seu corpo, certo?

A Gabi do Teoria Criativa é uma grande referência no Brasil quando o assunto é armário cápsula, ela até criou um grupo no facebook para quem quiser debater o assunto e começar a montar o seu armário. Existe até um planner para que você consiga saber mais sobre seu estilo e como planejar seu AC. Está tudo no blog da Gabi, vale conferir! ;)

Espero conseguir manter essa tag ativa aqui no blog e ir registrando meu progresso nesse projeto de viver mais com menos.

Sobre o sexismo das ‘fast fashion’

Agora que estou com uma recente tatuagem na costela, resolvi procurar camisetas podrinhas para cortar e fazer regatas que exibissem minha linda coruja. Eis que me deparo com araras no setor feminino cheias de camisetinhas e cropped com estampas de mickey, snoopy e frases de ‘girl power’ (ou não).  E quando olho para o setor masculino, as estampas variavam desde minions até surf. Sério, não entendo esse machismo. Porque menina/mulher não pode gostar de super-heróis? Tem que ser sempre estampa sem graça de gatinho e frase tosca?

sexismo

E isso já começa no setor infantil. As camisetas de meninos são muito mais legais!! Pq eu ia querer um vestido de princesa cheio de tule e brega? Ou então uma bota rosa com pelucia na borda?? Se eu vejo camisetas de super heróis e simpsons que são muito mais interessantes?

Será que nasci com a ferramenta errada no corpo ou as meninas continuam sendo induzidas a se vestirem e agirem como princesas da Disney? Se o destino me permitir ser mãe, espero do fundo do meu coração que seja um menino, porque ser mãe de menina me faria passar muita raiva com alguns rótulos ridículos.

Sem falar nas brincadeiras de ‘menina’ que são chatas pra caramba. Gente, tem coisa mais sem graça que brincar de boneca? Só brincar de casinha! hahaha


(Ative as legendas)

É aquela velha história: rosa é de menina e azul é de menino. Minha sorte foi minha mãe não saber o meu sexo antecipadamente e preparou o enxoval todo amarelo. Vai ver isso me ajudou a me livrar um pouco dos rótulos, né?